Rui Venâncio

Rui Venâncio

Não sou uma pessoa de sucesso mas tento ser uma pessoa de valor !

Quer fruta?

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Fixei o meu olhar nela enquanto entrava no openspace, era a primeira vez que a via. Ela reparou que a observava e abordou-me: ”quer fruta jovem?”. Sorri simpaticamente e agradeci com um “agora não, talvez à tarde”. Viu-se no seu olhar que a desapontei, ela retorquiu com o seu sotaque brasileiro “você vai arrepender-se porque não vou estar cá há tarde, não”. Voltei a negar. Ela virou-se, abanou as nádegas e afastou-se com um sorriso até desaparecer da minha visão.

Fiquei a saber que passou a haver catering de fruta na empresa, boa alternativa ao catering de sandochas e bolos.

Escrito por Rui Venâncio

June 25th, 2010 at 12:03 pm

Sustos, vicios e vida

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No final do mês de Maio apanhei um susto daqueles.

A rotina diária começou como todas as outras. Acordar (super cansado), tomar banho (também faz parte da minha rotina), tomar o pequeno almoço, beber um café, passear o cão, fumar um cigarro, meter-me no carro, apanhar um trânsito infernal para o trabalho (fumar mais dois cigarros entretanto), chegar ao trabalho, ver e responder a emails importantes, ir beber café e fumar um cigarro com o grupo de colegas, voltar ao escritório, e ….. STOP. Alguma coisa não está bem ! O coração bate a um ritmo alucinante, o peito dói-me, perdi a sensibilidade nas mãos e nos pés mas mesmo assim sinto as mãos geladas. Levanto-me, estou tonto, vou beber água mas nada melhora.

Respiro fundo, arrumo as coisas e saio do trabalho. Sinto que consigo conduzir se for com calma …. Telefonema para a Saúde 24 tendo recebido indicações imediatas para ir para o Hospital …. E ai vou eu !!!!

Extremamente (e rapidamente) bem atendido no Hospital Garcia de Orta, sai com indicações apenas para descansar porque o coração não dava sinais de falha! Ufa ….

Aulas à noite, má alimentação, noites mal dormidas, mudança física do local de trabalho (com implicações físicas e psíquicas), tabaco e café em excesso, tudo junto, levou a um “System Overflow”.

Foram 3 semanas em casa a repousar e a não fazer nada! E o meu nada foi fazer tudo, tudo aquilo que eu queria fazer em casa mas que nunca tinha tempo para fazer. Passar tempo com a minha mulher, brincar com o cão, ver filmes e séries, ler um bom livro, deitar cedo e acordar apenas quando o corpo mandasse. Três semanas de puro descanso.

Entretanto exames médicos foram feitos e indicaram que tudo estava bem, e aqui estou eu de regresso ao trabalho, mas mudando alguma da rotina (o banho continua a fazer parte). Não estive quase a morrer, o meu coração está em perfeitas condições e apesar de ter sido apenas um susto decidi fazer algumas mudanças. A vida é demasiado curta.

A primeira grande mudança foi deixar de fumar (21 dias livre de fumo). Este fim de semana vou recomeçar o exercício físico que infelizmente deixei de fazer quando a faculdade me começou a roubar todo o tempo livre. Resta saber se vai ser corrida ou BTT (tenho que ter cuidado para não engordar).

Vai ser preciso um “forcing” final para despachar as cadeiras em falta na faculdade (começando amanhã e a terminar daqui a 3 semanas).

Entretanto as férias vão chegar e após as mesmas espero algumas mudanças profissionais e pessoais que vão sendo anunciadas.

Escrito por Rui Venâncio

June 16th, 2010 at 3:16 pm

Rescue Time

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Tenho um amigo virtual novo que se chama : Rescue Time !
 
Descobri esta ferramenta fantástica e estou completamente viciado nela.

O computador é a minha ferramenta de trabalho e está ligado pelo menos 8 horas diárias. Ao fim do dia gostaria de obter uma visão de como passo o  meu tempo quando estou ao computador. O Rescue Time é a solução para isso.

Após a ferramenta estar instalada no computador, ela começará a vigiar tudo o que se faz e a registar essa informação.

A ferramenta cataloga o software que utilizamos como produtivo, muito produtivo, neutro, distractivo e muito distractivo (sendo a maioria  reconhecido pela ferramenta). Ao navegar por sites como o facebook ou twitter o tempo é catalogado como entretenimento enquanto que o tempo que  passamos a trabalhar no office é trabalho. Quando navegamos na internet a ferramenta consegue distinguir os tipos de sites que visitamos e cataloga-os convenientemente. Contudo, e dependendo de cada caso, poderemos mudar a definição (valor de produtividade) de determinados sites ou  programas.

Como é possível obter vários tipos de relatórios (hora, dia, semana ou mês), é possível distinguir quando somos mais produtivos e quais as  actividades que andam a consumir a maior parte do nosso tempo. Aviso desde já que a primeira semana de utilização desta ferramenta pode assustar,  depois com o passar do tempo vamos cortando em algumas actividades menos produtiva e o gráfico de produtividade começará a deixar-nos mais feliz.  

Existe também um plugin para o firefox e google chrome, mas este plugin fornece apenas indicadores sobre as páginas que visitamos.

Escrito por Rui Venâncio

May 18th, 2010 at 11:36 am

Power of 2: How to Make the Most of Your Partnerships at Work and in Life

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The Power of 2 contem um misto de investigação, histórias reais e conselhos para melhorar as parcerias existentes na nossa vida. Apesar do livro ser interessante de se ler não vejo nenhuma revelação nem inovação no que está escrito.

É um livro que descreve como nascem e/ou são formadas boas parcerias e a sua importância no mundo dos negócios, ajuda também a identificar o tipo de parceiro que deveremos procurar quando começamos um novo negócio. A ideia por trás do livro é tentar identificar as forças individuais das pessoas com quem cooperamos de modo a tornar-nos mais fortes em conjunto (como equipa).

Apesar de tudo, este livro é mais um “despertar de consciência” porque segundo a minha opinião, muito do que é escrito é simples senso comum.

Escrito por Rui Venâncio

May 10th, 2010 at 5:59 pm

O país deveria parar

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Eu sou a favor que o país deveria parar durante esta semana.

O Benfica foi campeão, é um clube de massas sendo a maioria dos Portugueses aficionados deste clube (que falta de originalidade). Hoje enquanto vinha para o trabalho notei no trânsito uma série de automóveis onde os condutores exibiam o cachecol ao pescoço ou no tablier da viatura. Só por este facto tenho pena destas “criaturas” que em vez de comemorarem têm de ir para os seus locais de trabalho e onde só podem dar azo ao seu contentamento nas pausas do café ou durante a hora de almoço.

Sendo a vitória do Benfica já motivo suficiente para fecharmos o pais (afinal de contas conseguiu destronar o Porto), temos que realçar ainda a visita de nossa santidade o Papa. Como país de católicos que somos, deveríamos estar todos a encher as ruas para receber sua santidade. Infelizmente andamos a fazer cálculos sobre qual o melhor caminho que teremos que fazer para conseguirmos vir trabalhar e evitar a comitiva de sua santidade.

Para juntar a tudo isto, a nuvem de cinza também decidiu visitar o nosso pais durante esta semana. Uau …. ! Tanto acontecimento numa só semana.

Com tudo isto, acho que o pais deveria parar. Quem fosse do Benfica comemorava, quem fosse católico aproveitava para rezar, e quem não fosse nem católico nem do Benfica que andasse com o nariz no ar não vá a nuvem de cinza trazer alguma substância que faça rir.
E por falar em andar com o nariz no ar, cheira-me que esta semana não vai haver crise (ou pelo menos não se vai ouvir falar sobre ela).

Escrito por Rui Venâncio

May 10th, 2010 at 12:17 pm

Porque é que não trabalhamos no trabalho ?

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Partilho um pequeno vídeo do Jason Fried sobre a sua opinião do porquê de não produzirmos o suficiente no local de trabalho.

Na sua opinião os locais de trabalho actuais estão mal estruturados e optimizados para existirem interrupções, que por sua vez são inimigas da produtividade.

As pessoas vão para o seu local de trabalho, não para trabalhar, mas para serem interrompidas.

Fonte: BigThink

Escrito por Rui Venâncio

April 29th, 2010 at 4:18 pm

A whole new Mind

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Já li este livro à uns meses mas só agora decidi escrever a minha opinião. Comprei este livro pelas excelentes reviews que li na Amazon. Contudo, não gostei do livro. Quando iniciei a leitura do livro fiquei empolgado com algumas referências e ideias transmitidas pelo autor, contudo e à medida que ia avançando na leitura o grau de saturação aumentava.

O livro começa com a narrativa sobre as diversas “eras” :

  • Era da agricultura (agricultores)
  • Era Industrial (operários)
  • Era da Informação (mão de obra especializada)
  • Era conceptual  (criadores)

Basicamente ele foca-se na era conceptual e em como os negócios podem ser bem sucedidos. E aponta três tendências para o futuro dos negócios e economia : Abundância (consumidores com muitas escolhas), Ásia (tudo por ser subcontratado nesses países com menor custo) e automação (tecnologia, computação, processos, robots).

É sugerido no livro que o mundo deixará de ser dominado por trabalhadores qualificados (como engenheiros e MBA’s) e passará a ser dominado por criadores (designers). Apesar dos trabalhadores qualificados continuarem a ser essenciais, os serviços podem ser subcontratados em países com custos de produção mais baixos.

O livro é sobre o mundo dos negócios e sobre a economia num futuro próximo. A mão de obra é contratada à Ásia, a automatização vai permitir fazer os trabalhos melhor e mais rapidamente, a abundância vai criar indecisão por existir demasiados objectos para o mesmo propósito.

É assumido (sem evidências) que na Ásia, nomeadamente na Índia, todos  percebem de computação e cálculo. Discordo totalmente deste ponto e tenho sérias dúvidas quanto à qualidade do trabalho desenvolvido ai.
Pode tirar-se uma ilação rápida neste livro. Se és estudante ou trabalhador na área das artes estás safo, mas se estudas ou trabalhas na área da computação estás entalado a não ser que vivas na Índia.

Na minha opinião este livro não vale o tempo que dediquei a ele.

Escrito por Rui Venâncio

April 23rd, 2010 at 4:04 pm

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